Por que não dormes bem - causas reais da insónia
Se passas as noites a tentar adormecer, ou acordas a meio da madrugada e já não voltas a dormir, provavelmente já ouviste "relaxa e deixa de pensar". É um conselho pouco útil, porque a insónia raramente é um problema de "pensar demais": quase sempre tem uma causa biológica, comportamental ou médica que pode ser identificada.
Na Farmácia d'Arrábida, lidamos com casos de insónia todos os dias, e a coisa mais importante que podemos dizer é esta: descobrir a causa é o primeiro passo para a resolver. Neste artigo vais aprender como o sono funciona, que tipos de insónia existem, quais são as causas mais frequentes, e como abordá-las com higiene do sono e, quando faz sentido, com suplementos.
Primeiro, como funciona o sono
O sono não é "desligar": é um processo organizado em ciclos de cerca de 90 minutos (a duração varia de pessoa para pessoa e de noite para noite), que se repetem 4 a 6 vezes por noite. Cada ciclo alterna entre dois tipos de sono:
- N1 (NREM leve): transição entre vigília e sono, dura poucos minutos. Função: adormecer.
- N2 (NREM intermediário): a temperatura e o ritmo cardíaco descem; é a fase mais longa. Função: consolidação da memória.
- N3 (NREM profundo): ondas cerebrais lentas e difícil de acordar. Função: recuperação física e imunitária.
- REM: cérebro muito ativo, olhos em movimento e sonhos vívidos. Função: regulação emocional e memória.
O sono NREM ocupa cerca de 75% da noite e o REM cerca de 25%. Na primeira metade da noite predomina o sono profundo (N3); na segunda metade aumenta o REM. Por isso, dormir muito pouco custa sobretudo em REM, e um sono interrompido custa em ambos.
O relógio que decide quando dormimos é o ritmo circadiano, regulado pela luz. Quando escurece, o corpo produz melatonina, a hormona que sinaliza "é noite"; a luz (incluindo a dos ecrãs) trava essa produção. Vais ver mais à frente como isto explica muitos casos de insónia.
E uma ideia que muda a forma de olhar para o problema: qualidade conta tanto como quantidade. Os adultos precisam em geral de 7 a 9 horas, mas 8 horas fragmentadas por vários despertares podem deixar-te mais cansada do que 6h30 contínuas. Quando o sono é interrompido, os ciclos ficam incompletos, e é isso que se sente de manhã.
Que tipo de insónia tens?
Nem toda a insónia é igual, e o padrão dá pistas sobre a causa:
- Inicial (demoras muito a adormecer): cafeína ao final do dia, ecrãs, stress, ansiedade, rotina irregular.
- De manutenção (acordas várias vezes ou a meio da noite): álcool, apneia, refluxo, bexiga, dor, menopausa.
- Terminal (acordas muito cedo, às 4h-5h, e não voltas a dormir): depressão, ansiedade, alterações hormonais.
Cada tipo pede uma abordagem diferente, e por isso vale a pena identificar o teu tipo de insónia antes de experimentar soluções ao acaso.
Causas biológicas e hormonais
- Ritmo da melatonina desajustado: Se o aumento de melatonina acontece tarde (por questões genéticas, por luz azul ao fim do dia ou por pouca luz natural durante o dia, sobretudo em quem trabalha em espaços fechados), o corpo não é "avisado" na hora certa e adormecer torna-se mais difícil.
- Cortisol elevado à noite: O cortisol devia ser mais alto de manhã e baixo ao deitar. Com stress crónico, o sistema de alerta pode manter-se ativo à noite, e o cérebro "não desliga".
- Problemas da tiróide: O hipertiroidismo causa agitação, palpitações e dificuldade em adormecer. O hipotiroidismo está mais associado a cansaço, mas também pode fragmentar o sono. Se tens outros sintomas (alterações de peso, intolerância ao frio ou ao calor, queda de cabelo), fala com teu médico para analisar a causa destes sintomas.
- Carências nutricionais: A falta de ferro está associada ao sono fragmentado e à síndrome de pernas inquietas; o magnésio e a vitamina D também têm papel na qualidade do sono. Se suspeitas, o ideal é confirmar com análises antes de suplementar (sobretudo ferro).
- Ciclo menstrual e menopausa: Na fase lútea (depois da ovulação), as alterações de progesterona e a subida da temperatura corporal podem piorar o sono nos dias que antecedem a menstruação. Na perimenopausa e menopausa, a queda de estrogénio e as ondas de calor noturnas são uma causa muito comum de despertares. Nestes casos, vale a pena falar com o médico ou farmacêutico sobre as opções disponíveis.
- Gravidez: Dormir mal é muito comum na gravidez, por causa das alterações hormonais, das idas frequentes à casa de banho, do refluxo, das cãibras e do desconforto físico. Aqui a prioridade é a higiene do sono: dormir de lado com almofadas de apoio, jantar algo leve e num horário mais cedo, e reduzir os líquidos ao fim do dia. Antes de tomares qualquer suplemento (melatonina, valeriana, passiflora, entre outros), fala com o médico ou com o farmacêutico, porque para muitos destes suplementos não há dados de segurança suficientes na gravidez e na amamentação. Na Farmácia d'Arrábida podemos aconselhar-te medidas seguras para o refluxo, para as cãibras e para o conforto, e ajudar a decidir o que é importante discutir com o teu médico.
- Menopausa: Para além das ondas de calor noturnas, a queda do estrogénio altera a regulação da temperatura e torna o sono mais leve. Algumas medidas que ajudam são: manter o quarto fresco, usar roupa de cama em camadas e evitar álcool, cafeína e refeições picantes ao fim do dia. Existem também suplementos e, quando necessário, terapêutica prescrita pelo médico para os sintomas da menopausa. Fala com um dos farmacêuticos da Farmácia d'Arrábida para veres o que faz sentido no teu caso.
Causas comportamentais e ambientais
São as mais frequentes e as mais fáceis de corrigir. Muitas vezes há mais do que uma a atuar ao mesmo tempo.
- Cafeína: tem um tempo de semi-vida de cerca de 5-6 horas, por isso um café às 16h ainda está ativo às 22h. Dificulta adormecer e reduz o sono profundo.
- Álcool: ajuda a adormecer, mas fragmenta o sono na 2.ª metade da noite, reduz o REM e agrava a apneia e o ressonar.
- Ecrãs à noite: a luz azul atrasa a melatonina e o conteúdo (redes sociais, trabalho, notícias) mantém o cérebro em alerta.
- Exercício intenso perto de deitar: aumenta adrenalina, cortisol e temperatura corporal; treinar até 2-3 horas antes de deitar pode prejudicar o sono.
- Quarto quente (acima de 19-20 °C), com luz ou ruído: dificulta a descida da temperatura corporal e provoca micro-despertares.
- Horários irregulares: desajustam o relógio biológico, como um "jet lag social" entre a semana e o fim de semana.
- Refeições pesadas ou tardias: a digestão interfere com o sono e agrava o refluxo.
Há ainda um fator que se alimenta a si próprio: ficar horas na cama acordado a tentar dormir, faz o cérebro associar a cama à vigília e à frustração, o que perpetua a insónia mesmo depois de a causa inicial desaparecer.
Mudança de hora e trabalho por turnos
A mudança para o horário de inverno está marcada para o último domingo de outubro (este ano, 25 de outubro, quando os relógios recuam uma hora). Mesmo uma hora de diferença pode desregular o ritmo circadiano durante alguns dias, e muita gente acorda mais cedo, com sono ou de mau humor. Em vez de esperares pela noite da mudança, ajusta o horário aos poucos: nos 3 a 4 dias anteriores, adia a hora de deitar e de acordar cerca de 15 minutos por dia, mantém as refeições e o exercício nos mesmos horários e apanha luz natural logo de manhã.
O mesmo princípio vale para quem trabalha por turnos: mudar o horário de forma gradual, dormir num quarto muito escuro durante o dia, usar luz forte durante o turno e evitar luz forte no regresso a casa ajudam o corpo a adaptar-se. Neste caso, a melatonina pode ajudar, mas deve ser acompanhada de aconselhamento farmacêutico ou médico.
Causas médicas
Quando a higiene do sono é boa e a insónia persiste, convém pensar numa causa médica. Estas não se resolvem com suplementos e precisam de avaliação.
- Apneia do sono: ressonar, pausas na respiração (referidas por quem dorme contigo), cansaço extremo de dia, dores de cabeça matinais.
- Síndrome de pernas inquietas: vontade irresistível de mexer as pernas ao fim do dia ou na cama, que alivia com o movimento.
- Refluxo gástrico: azia ou sabor ácido na boca ao deitar, tosse noturna, despertares com desconforto no peito.
- Bexiga hiperativa ou outras causas de noctúria: acordar várias vezes para urinar.
- Dor crónica: dor nas costas, artrite ou enxaqueca que piora ao deitar ou te acorda.
- Depressão e ansiedade: dificuldade em adormecer, despertar muito cedo, humor em baixo, preocupação constante.
Medicamentos que podem piorar o sono
Alguns medicamentos interferem com o sono, por estimularem o sistema nervoso ou por causarem despertares. Os mais frequentes:
- Descongestionantes (por exemplo, pseudoefedrina e fenilefrina), sobretudo se tomados ao fim do dia.
- Corticoides (por exemplo, prednisolona), que estimulam e podem causar agitação; quando possível, tomam-se de manhã.
- Alguns antidepressivos, como os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS).
- Betabloqueadores (para a tensão arterial ou o coração), que podem reduzir a melatonina e causar pesadelos ou despertares.
- Produtos com cafeína, incluindo alguns analgésicos, bebidas energéticas e suplementos para emagrecer ou para o treino.
Não suspendas nem alteres nenhum medicamento por tua iniciativa. Se começaste a dormir pior depois de iniciar um tratamento, fala com o farmacêutico ou com o médico: muitas vezes basta mudar a hora da toma ou ajustar a dose.
Como descobrir a tua causa: o diário do sono
Durante 2 semanas, regista todas as manhãs e noites:
- A que horas foste para a cama, a que horas achas que adormeceste e a que horas acordaste
- Quantas vezes acordaste e a que horas
- O que comeste e bebeste (café, álcool, refeição tardia) e a que horas
- Nível de stress, exercício e uso de ecrãs antes de deitar
- Como te sentiste ao acordar (de 1 a 5)
Os padrões costumam aparecer depressa. Acordas sempre por volta das 3h? Pode ser refluxo, bexiga, álcool ou cortisol. Demoras a adormecer nos dias em que bebes café tarde ou usas o telemóvel na cama? Então já sabes por onde começar. Leva o diário à consulta: torna a avaliação do médico ou do farmacêutico muito mais rápida e precisa.
Higiene do sono: a base de tudo
A higiene do sono é construir um ambiente e uma rotina que dizem ao corpo, todos os dias, que é hora de dormir. Não é glamoroso, mas é a primeira medida a tomar, e em muitos casos resolve o problema sem mais nada. Demora 2-3 semanas a criar hábito.
O quarto
- Temperatura: entre 16 e 19 °C. O corpo precisa de baixar a temperatura para adormecer bem.
- Escuridão: cortinas opacas ou máscara de dormir; tapa LEDs e luzes de stand-by.
- Ruído: silêncio ou ruído branco (ventoinha, app) se moras numa zona barulhenta.
- Ar: arejar o quarto durante o dia; se tens alergias, considera um purificador.
- Cama: colchão e almofada confortáveis. Reserva a cama para dormir (e intimidade): trabalhar na cama ensina o cérebro a associá-la à vigília.
A rotina
- Horário regular para deitar e acordar, também ao fim de semana (variação máxima de cerca de 1 hora).
- Luz natural de manhã (idealmente nos primeiros 30-60 minutos depois de acordar) ajuda a fixar o ritmo circadiano.
- Sem cafeína depois das 14h, ou mais cedo se fores sensível.
- Jantar leve 2-3 horas antes de deitar. Um lanche ligeiro (banana, iogurte) pode ajudar se tiveres fome.
- Duche morno ou quente 1-2 horas antes de deitar: o arrefecimento do corpo depois do banho ajuda a adormecer.
- Ritual de 60 minutos antes de deitar: sem trabalho, sem ecrãs (ou com o telemóvel em modo noturno e longe da cama), com algo relaxante como ler, alongamentos suaves ou um chá de camomila.
Técnicas para acalmar a mente
- Respiração 4-7-8: inspira 4 segundos, segura 7, expira 8. Repete 4-5 vezes.
- Relaxamento muscular progressivo: contrai cada grupo muscular 5 segundos e solta: pés, pernas, abdómen, peito, braços, pescoço, rosto.
- Meditação ou mindfulness (10 min): foco na respiração; observa os pensamentos passar sem tentar pará-los.
- "Desanuviar a cabeça": escreve a lista de tarefas e preocupações do dia seguinte antes de ir para a cama.
Se acordares a meio da noite
Se passarem cerca de 20 minutos e não conseguires voltar a dormir, sai da cama, vai para outra divisão e faz algo calmo com luz fraca (ler, ouvir música suave). Volta quando sentires sono. Evita ver as horas e olhar para o telemóvel.
Fase lútea do ciclo menstrual
Nos dias antes da menstruação, o sono tende a piorar. Vale a pena reforçar a higiene do sono: quarto ainda mais fresco, escuridão total e sem telemóvel na cama.
Checklist rápida
- Quarto entre 16 e 19 °C
- Escuridão total (ou máscara)
- Silêncio ou ruído branco
- Cama confortável, usada só para dormir
- Telemóvel fora da cama
- Horário regular de deitar e acordar
- Ritual de relaxamento de 60 minutos
- Sem cafeína depois das 14h
- Sem refeição pesada perto de deitar
- Álcool reduzido ou evitado
Com 8 ou mais vistos, a tua higiene do sono é boa. Com menos, começa por adicionar um hábito de cada vez.
Suplementos: quando e quais
A regra da Farmácia d'Arrábida é simples: primeiro a higiene do sono, depois (se necessário) um suplemento adequado à tua causa. Não há solução mágica, e as promessas de marketing raramente se cumprem. Estes são os que têm algum suporte científico, com as doses habituais.
- Melatonina: pode ajudar a adormecer, ajuda no jet lag e em ritmos desajustados (turnos, adolescentes, idosos). Dose habitual: 0,5-3 mg, 30-60 min antes de deitar. Começa pela dose mais baixa; tem pouco efeito na manutenção do sono e pode causar sonolência de manhã ou sonhos vívidos.
- Magnésio: pode ajudar em tensão muscular, ansiedade ligeira, cãibras e sono superficial. Dose habitual: 200-400 mg de magnésio ao jantar ou ao deitar. Prefere formas bem toleradas (glicinato, citrato); o óxido tem menor absorção e efeito laxante. A evidência para insónia é modesta.
- Valeriana: pode ajudar em insónia ligeira e dificuldade em adormecer. Dose habitual: extrato padronizado, 400-900 mg, 30-60 min antes. O efeito é gradual (2-4 semanas) e os estudos têm resultados mistos. Evitar tomar com álcool ou sedativos.
- Passiflora: pode ajudar na insónia com ansiedade ou mente acelerada. Segue a dose do rótulo do produto. Pode causar sonolência, por isso não conduzas se sentires esse efeito.
- L-teanina: relaxamento sem sedação pesada. Dose habitual: 100-200 mg antes de deitar. É bem tolerada, mas a evidência para o sono é mais limitada.
Como escolher
Se o problema é adormecer e o teu ritmo está atrasado, a melatonina faz sentido. Se sentes o corpo mais tenso ou o sono leve, experimenta magnésio. Se a mente não desliga, valeriana ou passiflora. Muitos produtos combinam estes ingredientes, o que pode ser prático, mas convém perceber o que cada um traz e em que dose.
Como testar com critério
Introduz um suplemento de cada vez, durante 2-4 semanas, mantendo o diário do sono. Se não notares melhoria, pára: em vez de acrescentares mais produtos, volta a procurar a causa com o aconselhamento do teu farmacêutico.
Sugestões da Farmácia d'Arrábida
O suplemento mais adequado depende da razão pela qual dormes mal. Selecionámos algumas opções com os ingredientes referidos acima, para te ajudar a perceber o que existe — sem substituir o aconselhamento de um farmacêutico.
- Se tens dificuldade em adormecer: DormiNatur Gummies contém melatonina e apresenta-se em formato de goma com sabor a fruta.
- Se procuras melatonina com libertação gradual: Valdispert Noite Total combina libertação imediata e gradual de melatonina. Se acordas muitas vezes durante a noite, fala com um dos nossos farmacêuticos antes de escolher um suplemento, importa perceber a causa dos despertares.
- Se queres incluir magnésio na tua rotina: Maxnésio Sono ajuda a promover um sono profundo e reparador. Com magnésio, melatonina, valeriana e passiflora, ajuda a adormecer rapidamente, relaxa a mente e melhora a qualidade do sono.
- Se procuras uma opção à base de valeriana: Kneipp Valeriana Forte contém extrato de valeriana e pode ser usado quando o stress dificulta o descanso.
- Se a mente não abranda ao fim do dia: Aquilea Relax Forte associa passiflora e valeriana numa fórmula orientada para o relaxamento.
Estas opções não devem ser tomadas em conjunto por iniciativa própria. Na Farmácia d’Arrábida ajudamos-te a escolher a opção mais adequada e a perceber quando é importante investigar a causa das noites mal dormidas.
O que evitar
- Anti-histamínicos sedativos (por exemplo, difenidramina, doxilamina) usados como "comprimido do sono": criam tolerância rápida, deixam sonolência no dia seguinte e não são recomendados de forma contínua, sobretudo em pessoas mais velhas.
- Misturas "naturais" sem composição clara: sem saberes o que tomas e em que dose, não consegues avaliar efeito nem segurança.
- CBD: apesar da publicidade, a evidência direta no sono é limitada e a qualidade dos produtos varia muito.
- Álcool como "ajuda": adormece-se mais depressa, mas o sono fica pior.
Atenção
Fala com o teu farmacêutico ou médico antes de tomar qualquer um destes suplementos se estiveres grávida ou a amamentar, se tomares outros medicamentos (anticoagulantes, antidepressivos, sedativos, medicação para diabetes ou tensão arterial), se tiveres doença hepática ou renal, ou se tiveres epilepsia. Os suplementos não substituem o tratamento de uma causa médica de insónia.
Quando procurar o médico
Marca consulta se:
- Dormes mal 3 ou mais noites por semana durante mais de 3 meses, ou se o cansaço afeta o teu dia a dia
- Tens um ressonar alto, pausas respiratórias ou sonolência excessiva de dia
- Tens humor em baixo, ansiedade intensa ou acordas muito cedo sem conseguir voltar a dormir
- Sentes sintomas mencionados anteriormente como relacionados com problemas de tiróide, menopausa ou dor crónica
- Não melhoras após 4 semanas de boa higiene do sono e de um suplemento bem escolhido
Precisar de tratamento médico não é um fracasso: significa que encontrámos a causa certa. Existem ainda abordagens sem medicamentos, com muito boa evidência, como a terapia cognitivo-comportamental para a insónia (TCC-I), considerada tratamento de primeira linha para a insónia crónica.
O essencial
A insónia não é uma fraqueza nem "coisa da cabeça": é um sinal de que algo, na biologia, nos hábitos ou na saúde, precisa de ajuste. Identifica o teu tipo de insónia, regista o sono durante 2 semanas, corrige primeiro o ambiente e a rotina, e só depois avalia um suplemento, um de cada vez. Se não melhorar, procura ajuda médica.
Se quiseres ajuda para perceber qual pode ser a tua causa ou que suplemento faz sentido no teu caso, passa pela Farmácia d'Arrábida e fala com um dos nossos farmacêuticos.
Ainda não sabes qual a opção certa para ti? Explora a nossa seleção de suplementos para o sono, ansiedade e stress e, se precisares, pede ajuda à nossa equipa de farmacêuticos para te aconselhar.
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